№ 01
Concreto Verde
Brutalismo Botânico, depois da chuva.
O instante depois da chuva num sábado em São Paulo. O concreto cinza e quente bebendo o aguaceiro, raízes empurrando pelas frestas: o concreto agressivo de Niemeyer contra o trabalho botânico indomado de Burle Marx. Vidro do chão ao teto, jogo de sombras, folhas gigantes de Costela-de-Adão. O ar pesado, verde e mineral ao mesmo tempo. A cidade se segurou a semana inteira e finalmente recebe permissão para respirar.
Brutalismo Botânico
№ 01 · Composição
- Saída
- Petricor / Pedra Molhada · Yerba Mate Absoluto · Aldeídos Metálicos
- Coração
- Priprioca · Resinoide de Galbanum · Folha de Violeta Verde
- Fundo
- Resina de Breu Branco · Bálsamo de Copaíba · Vetiver Haitiano
- Caráter
- Moderada e íntima. Verde, mineral e próxima da pele, como o ar logo depois da chuva.
- Âncora
- São Paulo · Brasil
Procedência
- Resina de breu branco · Pará, Brasil · safra 2025
- Bálsamo de copaíba · Acre, Brasil · safra 2025
- Vetiver haitiano · cooperativa de Cap-Haïtien · safra 2024
O restante da estrutura (o petricor, a saída metálica, o acorde verde) é construção do perfumista, feita no ateliê e não colhida.